NITERÓI/RJ
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Sepultado o comerciante assassinado na Ponta d’Areia

Marcelo Conceição da Silva Alves era dono do restaurante Decolores e foi morto em um assalto

Corpo do comerciante assassinado durante assalto foi sepultado no Barreto

Marcelo Feitosa

Foi enterrado, na manhã desta quinta-feira (05), o corpo do comerciante Marcelo Conceição da Silva Alves, de 48 anos. Ele era proprietário do bar Decolores, tradicional restaurante do bairro Ponta d'Areia, Região Central de Niterói, conhecido por seus pratos de frutos do mar. Amigos e familiares se emocionaram no último adeus ao empresário.

Marcelo Decolores, como era conhecido, foi morto durante um assalto, na madrugada de quarta-feira (04), enquanto estava com a esposa e um amigo num bar no Morro da Penha, próximo de onde morava, por volta de 2h. Na noite das terças-feiras, o empresário se reunia no local com conhecidos para fazer uma espécie de confraternização.

Durante a cerimônia de sepultamento, na Confraria Nossa Senhora da Conceição, no Barreto, Zona Norte de Niterói, centenas de pessoas entre amigos e familiares estavam muito emocionados. Os presentes pediram justiça e renderam as últimas homenagens ao empresário. Um deles era Mário Martins, proprietário do também tradicional bar Canelo Gelado do Mário, que fica no Centro da cidade.

“Conhecia o Marcelo há muitos anos, eu ia muito ao Decolores, assim como meus clientes. Fico muito triste pelo que aconteceu ao amigo”, disse Mário, de 78 anos, que também lembrou que foi baleado durante um assalto, que quase tirou sua vida.

Por volta de 12h, o cortejo fúnebre deixou a capela rumo à sepultura. Lágrimas e tristeza tomaram conta do momento, enquanto todos cercavam o caixão de Marcelo, coberto com a bandeira do Flamengo, seu time de coração. A víuva do comerciante, Patrícia Rufino, de 54 anos, que foi uma das testemunhas do crime, era a mais abalada. Ela não teve condições de falar com os jornalistas.

Enquanto o caixão era colocado na sepultura, todos os presentes cantaram, em uníssono, a música Tempo Perdido, da Legião Urbana, canção preferida de Marcelo. Em seguida, o grito de “queremos justiça” tomou conta do ambiente.

“É um crime que nos rouba a certeza da segurança e a vida d eum trabalhador. Isso não pode ser mais uma estatística. Espero que pessoas de bem não precisem mais ser enterradas”, relatou emocionado o presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha e amigo de Marcelo, Adriano Felício.

A Ponta d'Areia é conhecida por ser uma região considerada segura, com raríssimas ocorrências de crimes, por isso, a morte de Marcelo assustou a todos. “A gente foi pego de surpresa. Foi um impacto muito forte na família. A gente não teve condições de conversar sobre o que aconteceu”, contou Lourenço Rufino, de 56 anos, cunhado do empresário e irmão de Patrícia.

Marcelo Marcelo Conceição da Silva Alves deixa, além da esposa, um filho de um relacionamento anterior. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) está apurando as circunstâncias de sua morte que, a princípio, é investigada como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

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